Todo semestre a classe define quem será o novo representante de sala. O representante é aquele que serve como ponte entre a turma e a coordenação do curso, logo, é ele quem leva reclamações, observações, questiona o andamento do curso e procura adquirir mudanças que sejam necessárias, além disso, ocasionalmente também informa novidades aos alunos. Só que isso tudo não funciona se a classe não tiver interesse em melhorar e discutir o que tem em mãos.
Acredito que um representante de sala deve ser bastante comunicativo e paciente para entender que “conquistar” uma melhoria leva tempo e dedicação. Às vezes nem mesmo as pequenas e simples idéias se concretizam. Aprendi isso nestes últimos meses.
É fato que muitas das coisas que discuti com o coordenador Nivaldo talvez só surtam efeito para as próximas turmas, mas a universidade ganha como um todo, ou seja, não é um “bem” conquistado para turma, é para o curso. Por exemplo, as aulas on-line foram alvo de inúmeras críticas e pode ser que por isso, no semestre seguinte, os alunos não tenham os mesmos problemas que tivemos.
Este semestre como representante de sala foi mais interessante e proveitoso que no semestre passado, estou contente.
Erros de gravação durante filmagem do programa de notícias elaborado pela turma de jornalismo na disciplina “texto e narração para TV”, de Egle Müller Spinelli. O material foi gravado dia 14 de Abril de 2008.
Usando o programa Video Edit Magic fiz uma montagem com os erros mais engraçados.
Agradecimentos à Bianca Assunção, Lívia Dantas, Emy Sato, Renan Bernets, Mayara Ramalho e Kátia Silva por permitirem que eu disponibilizasse o vídeo no YouTube e no blog.
Semana que vem teremos as provas de final de semestre e por isso tenho muita coisa para estudar.
Fora isso, semana passada fui ao dentista para retirar um siso. Estou um pouco mole por causa dos remédios, mas assim que passar eu volto a colocar mais textos aqui.
Quem sonhava em tentar transferência pro curso de jornalismo da USP neste fim de ano vai ter que rever os planos. Infelizmente não abriu nenhuma vaga desta vez. O edital de transferência foi liberado ontem, quem quiser pode fazer o download aqui. Dêem uma olhada na página 14, nada de comunicação social (jornalismo).
Se o desejo for muito grande, a opção que resta é prestar vestibular de novo.
Na palestra sobre adoção, realizada na sede da OAB/ Jundiaí, em 27/05/08, estiveram presentes: Rosana Maria Merighi, diretora do projeto Semente, Dr. Jéferson Torelli, juiz da Vara da Infância e Juventude (Jundiaí) e Paulo Sério Pereira dos Santos, do projeto Acalanto.Durante apresentação, o juiz Jéferson Torelli explicou os passos que devem ser tomados por aqueles que desejam realizar uma adoção legal. A pessoa ou casal interessado deve procurar o Fórum municipal para preencher um cadastro no qual ele deve fornecer informações pessoais e informar qual o perfil da criança que deseja adotar (idade, sexo, raça, estado de saúde). Este cadastro é compartilhado por todas as cidades do Estado, assim, se for localizada alguma criança que se encaixe neste perfil a pessoa/ casal é avisada. O cadastro nacional de adoção, lançado ontem (29/05), aumenta as chances de uma criança ser adotada porque ao invés do cadastro ser acessado apenas pelas cidades, ele será compartilhado a nível nacional.
O palestrante também explicou que a mulher que escolhe a pessoa para quem quer entregar o bebê não está realizando uma adoção legal, nem ilegal desde que não envolva “dinheiro”. A mulher que deseja dar o filho a alguém escolhido deve procurar a Vara da Infância e Juventude onde será orientada pelo setor social sobre como dar seguimento a entrega da adoção. Essa forma de adoção chama-se “adoção intuito persone”. Alguns casais preferem conhecer os orfanatos e ter contato com crianças, que aguardam na fila de adoção, antes de declarar o interesse em tê-las. Segundo Dr. Torelli, esta prática deve ser evitada para que a casa transitória da criança (ou abrigo) não seja visto como uma vitrine na qual as crianças são colocadas à disposição como produtos e, também, para prevenir que essas crianças se sintam rejeitadas caso não sejam escolhidas.
O tema da palestra de Paulo Sérgio Pereira dos Santos era “Fui adotado e adotei”. Paulo ressaltou a importância da desmistificação da adoção inter-racial e crianças com mais idade, visto que a preferência é por bebês brancos. Ele contou que muitos pais que buscam um bebê pequeno, sem “vícios”, esquecem de respeitar a história deste indivíduo, que mesmo pequeno, possui um histórico de abandono.
O “Grupo de Apoio à Convivência Familiar e Comunitária“, da qual Paulo faz parte, também tem como objetivo auxiliar a mulher que, por falta de bens materiais ou apoio psicológico, planeja entregar o filho à adoção. Paulo afirmou que 100% das mulheres atendidas pelo grupo de apoio desistiram de entregar seus filhos. O grupo trabalha com uma rede de profissionais que os informa sobre as mulheres que vêem a adoção como solução para as dificuldades enfrentadas. E não distante da situação econômica para estabelecer uma família, Paulo afirmou que famílias desestruturadas incentivam o abandono, pois muitos homens abandonam suas mulheres com filhos deixando-as numa situação delicada e sem apoio.