Abril 15, 2008...2:25 pm
Thomas, o polêmico homem grávido
Semana passada assisti à entrevista com o “homem grávido” no programa da Oprah. A história é a seguinte: Thomas, o homem grávido, na verdade era Tracy, uma moça que já foi uma das finalistas “jovem Miss Havaí” e que perdeu a mãe aos 12 anos, crescendo com o pai e dois irmãos. Tracy se descobriu lésbica e teve um namoro sólido de 3 anos e meio, mas a relação acabou quando não recebeu apoio da namorada ao contar que pretendia retirar os seios.
Tracy procurou um médico e passou a tomar testosterona, depois conheceu Nancy e começaram a namorar. Em 2002 Tracy teve os seios removidos e sua aparência já era bastante masculina. Legalmente, Tracy tornou-se homem e passou a chamar-se Thomas.
Nancy, atual esposa de Thomas, já tinha duas filhas de um casamento anterior e por causa de uma endometriose não pode mais engravidar. No entanto o casal queria filhos e o único útero em funcionamento era o de Thomas. Então fizeram uma inseminação artificial com o esperma de um doador anônimo. Atualmente, Thomas, que não toma testosterona há dois anos, se encontra no sexto mês de gestação.

Li muita coisa a respeito, principalmente em blogs. Dizem por aí que a mídia informa “horrores” como de fosse “algo normal”, que “Deus prova que por mais que ela tente mudar, sempre será mulher”. Enfim, encontrei várias pessoas criticando o caso como se fosse um pecado que a mídia ameniza.
Uma mulher se disse preocupada com a saúde da criança porque já que o pai possui níveis hormonais diferentes ao de uma mulher, “pode nascer um monstro”. Digo o seguinte: confio na profissionalidade do médico que assumir o caso; é dever dele tratar o paciente e fazer o possível para que a criança nasça com saúde.
Alguém também questionou “Como vai ser a cabeça dessa criança quando crescer?” Depende de duas coisas: da educação que essa criança vai receber dos pais, e de como ela será tratada pela sociedade, inclusive daqueles que não toleram o modo como ela foi concebida. Se um dia ela tiver problemas em aceitar o fato, que faça terapia. Afinal, quantas pessoas normais também apresentam dificuldade em pertencer a um grupo ou a se identificar?
Um amigo, gozando de certo masoquismo disse “Tomara que nasça de parto normal pra ver o que é bom”. Intolerante? Ele com certeza. É um pouco cansativo tentar explicar como é ver uma pessoa como Thomas, como um ser humano normal, que deseja ser feliz. As atitudes dele não criam nenhum mal ao próximo, então por que negá-lo o direito de ser feliz?
Infelizmente temo pela segurança do casal. Há loucos por aí capazes de cometer crimes para defender seus ideais.





1 Comentário
Maio 28, 2008 em 4:50 pm
essas ft estava de mais…
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