Maio 12, 2008...4:18 pm

Visita ao Centro Islâmico de Jundiaí

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Neste Sábado (10/05/2008.) fui conhecer o Centro Islâmico de Jundiaí com meu amigo Thiago. O horário de visita começava às 17h, chegamos às 16:30h e fomos recebidos às 17:50, quando faltava poucos minutos para começar as orações. Entramos com mais três desconhecidos que estavam lá para fazer um trabalho sobre história da arte. Pediram para que retirássemos os sapatos para entrar no “local sagrado” e em seguida nos sentamos na sala principal, que diferentemente das igrejas que conheço, não possui assentos, apenas tapetes. Antes de começar a oração de 5 minutos me pediram para colocar um “pano” na cabeça (veja a foto*), que era rosa. Ou eu estava nervosa debaixo daquele pedaço de tecido, ou ele esquenta de verdade, saí de lá com as mãos suadas.
Assim que a primeira seção de orações acabou o xeique, um fiel e um libanês sentaram-se a nossa frente, quase sempre de cabeça baixa. O xeique então explicou com ricos detalhes como surgiu a religião islâmica, uma história fascinante até mesmo para alguém cética como eu. Depois abriu espaço para que cada um tirasse suas dúvidas ou perguntasse curiosidades a respeito do mundo islâmico.
Fato mais curioso do dia foi quando conhecemos um índio muçulmano (não soa estranho?). O homem que além de baixo tinha todas as características físicas que se podia esperar de um índio, também era líder de uma comunidade indígena.
* Você consegue imaginar uma muçulmana tão sorridente?

Esclarecimento:
-poligamia: o homem muçulmano pode se casar com até quatro mulheres desde que tenha condições para dar uma boa vida a todas elas. Na mesquita onde fui só um homem era casado com mais de uma mulher.

O que é bom:
- não têm dízimo: eles seguem a política do “faça o bem com suas próprias mãos”. Para ajudar o próximo você não necessita do intermédio de outra pessoa, ofereça o que pode, seja um prato de comida, dinheiro, agasalho, um chinelo.
- não realizam batismo. Não é outro ser humano quem vai te iniciar nem afirmar seu laço de fé com Deus. Você é muçulmano através de suas orações e pensamentos.

Nem tão bom:
- não tocar a mulher nem mesmo num aperto de mão. Quer coisa mais chata do que chegar num lugar, querer cumprimentar as pessoas e receber apenas um “oi” distante? Por mais que seja uma prática que visa “respeitar” a mulher, o que senti foi desprezo. O mesmo vale pro “véu”. Quem não vê o que tem por baixo não olha pra partes que pareçam sensuais aos olhos do homem.

1 Comentário

  • Elton Pacheco
    Maio 14, 2008 em 1:45 pm

    Será que os judeus entram lá?! ehehhe

    Então, já postei as fotos da viagem a Buenos Aires. O link do meu flickr está no meu blog.

    Beijo!

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